Vivendo e Aprendendo
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Por que a espiritualidade cura?
Herbert Benson está à frente do Instituto Mente/Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. Nos últimos 35 anos, dedica-se a pesquisas científicas que comprovam: a fé e a meditação melhoram a saúde.
Imagine um médico receitando 20 minutos de meditação, duas vezes ao dia, para combater a hipertensão, por exemplo. É isso que faz o doutor Herbert Benson, pesquisador e fundador-presidente do Instituto Mente/Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. Há mais de três décadas, ele realiza estudos em laboratório e vem comprovando que aquietar a mente é um hábito poderoso na prevenção e no combate de problemas como insônia, tensão pré-menstrual, infertilidade e hipertensão. Além disso, alivia os efeitos de doenças crônicas e tratamentos químicos fortes, como o de câncer. O doutor Benson concluiu que de 60 a 90% das doenças podem ser curadas pela mente.
Ele é autor de sete livros sobre o assunto, como “Medicina Espiritual” (ed. Campus) e o best seller “The Relaxation Response” (não traduzido para o português), que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Em julho passado, no II Congresso Internacional de Stress, organizado pela ISMA-BR (International Stress Management), em Porto Alegre, ele falou sobre medicina e espiritualidade.
Bons Fluidos - Como a espiritualidade pode trazer benefícios para a saúde?
Herbert Benson - Sempre digo que há um tripé que sustenta a cura: os medicamentos, a cirurgia e a espiritualidade. Cada um deles tem seu peso, sendo que o hábito diário da prática da meditação corresponde de 60 a 90%. O resto é efeito da medicação ou, caso seja necessário, da cirurgia. Como médico, não receito para meus pacientes apenas a meditação, pois os recursos da medicina não podem ser desprezados.
Bons Fluidos - Por que, então, o senhor pesquisa a espiritualidade?
Herbert Benson - Pesquiso os efeitos da espiritualidade na cura de doenças há 35 anos e comecei estudando a relação entre o estresse e a hipertensão. Primeiro fiz experimentos com macacos. Porém, na época, recebi uma proposta de estudar os efeitos físicos da meditação em um grupo de praticantes assíduos. Essas pessoas não tinham problemas de pressão alta e diziam que isso estava relacionado à meditação. Foi então que realmente estabeleci a conexão entre corpo e mente.
Bons Fluidos - O que o senhor notou no corpo dessas pessoas?
Herbert Benson - Percebi que durante a prática há a diminuição da pressão arterial, da freqüência cardíaca e do ritmo respiratório. Tentei, então, descobrir o que provocava isso. E são dois os componentes básicos capazes de causar essas reações: a repetição de palavras e a capacidade de deixar os pensamentos de lado. Como parte do estudo, pesquisei os estados meditativos ao longo da história e nas diferentes religiões e esse efeito estava presente no cristianismo, no judaísmo e no budismo.
Bons Fluidos - Qualquer tipo de meditação traz benefícios?
Herbert Benson - Meditação é deixar a mente livre de pensamentos. E isso é geralmente conseguido pela repetição de palavras. Quando um católico reza um terço, por exemplo, ele está meditando. Não importa o que está dizendo, desde que aquela palavra tenha um significado importante para ele. Pode ser paz, amor, aleluia, shalom, um mantra (os sons sagrados orientais). Os pacientes que escolhem repetir palavras ou expressões relacionadas com suas crenças religiosas têm maior probabilidade de meditar continuamente e melhores resultados fisiológicos do que aqueles que escolhem palavras indiferentes, sem um significado particular. E existem técnicas orientais que também causam as mesmas mudanças físicas, como ioga, tai chi chuan, chi kun e a dança.
Bons Fluidos - Meditar ajuda no processo de cura e prevenção de quais doenças?
Herbert Benson - As que apresentam melhor resposta ao relaxamento são hipertensão, problemas cardíacos, insônia, calorões da menopausa e toda forma de dor, inclusive as crônicas. Nesses casos, meditar ajuda a suportar melhor os desconfortos.
Bons Fluidos - E a infertilidade?
Herbert Benson - Problemas de infertilidade, causados por estresse e ansiedade, melhoram 50% depois da prática diária do relaxamento e 59% das mulheres têm diminuição dos sintomas de TPM (tensão pré-menstrual). Mas é preciso lembrar que não se deve abandonar os medicamentos, independentemente do problema de saúde. Quem pratica as várias formas de meditação deve, sim, avisar seu médico.
Bons Fluidos - Por quê?
Herbert Benson - Se a prática é diária, as doses do medicamento precisam ser diminuídas. Caso contrário, passa-se a ter efeitos colaterais causados pelo excesso de remédios. Por exemplo, em quem é hipertenso, toma medicação e começa a meditar todo dia, a pressão arterial vai cair naturalmente. Assim, as doses dos remédios devem ser reduzidas aos poucos, com a orientação do especialista, até que a pressão se normalize. Percebo que, em males como a Aids ou o câncer, a meditação ajuda a suportar melhor os efeitos colaterais dos tratamentos. Ou seja, há uma melhora na qualidade de vida desses pacientes.
Bons Fluidos - A fé interfere na cura?
Herbert Benson - Defendo uma medicina unificada de corpo, mente e espírito. Se a fé não fosse importante, como você explicaria o efeito placebo? Pesquisas demonstram que uma pílula com açúcar dada em laboratório tem resultados positivos em 90% das pessoas com problemas de depressão e ansiedade. Isso é o que chamo de fator fé.
Bons Fluidos - E a fé religiosa, ela conta pontos para a saúde?
Herbert Benson - Estudos comparativos de grupos religiosos e não religiosos constataram: quem é mais religioso é mais saudável, independentemente da alimentação ou da atividade física. Isso também independe da religião. Um católico, por exemplo, que reza todos os dias e acredita em sua crença produz os mesmos efeitos benéficos para o organismo que um budista, que medita diariamente. O importante é a resposta que o relaxamento causa no organismo. Pode ser com meditação, rezando terço, com ioga.
Bons Fluidos - Existe uma idade certa para começar a praticar?
Herbert Benson - Crianças a partir de 5 anos já podem ser iniciadas. Estudos feitos em Harvard demonstram que isso reduz a ansiedade, facilita a concentração, a capacidade de aprender e de ter notas melhores na escola em comparação a garotos que não meditam.
Bons Fluidos - É preciso meditar todos os dias? Quanto tempo?
Herbert Benson - Para obter uma resposta eficaz, deve-se praticar uma ou duas vezes por dia, de dez a 20 minutos, cada vez. As alterações fisiológicas causadas pela meditação duram 24 horas, e isso faz também com que o praticante se torne mais resistente ao estresse e às doenças causadas por ele. O ideal é meditar de manhã, ao acordar (antes do café da manhã), e no final da tarde.
Fonte: cienciameditativa.blogspot.com.br/2008/10/entrevista-com-herbert-benson-para.html
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
12 formas para melhorar a sua vida
Melhorar a vida é um objetivo comum a todos nós. Neste artigo você irá encontrar 12 formas que podem ajudá-lo a concretizar esse objetivo. Conhecermo-nos melhor, sabermos como reagimos quando estamos sobre a influência de determinadas emoções, conhecer os medos que nos impedem de realizarmos os nossos sonhos, identificar os obstáculos mentais que fomos construindo e nos limitam a nossas ações, ultrapassar as dores emocionais que transportamos e nos infernizam a vida, mantermo-nos motivados e otimistas perante as decepções, aceitar as emoções negativas quando menos desejamos, são tudo formas que nos podem ajudar a melhorar a nossa vida. O que apresento não pretende ser um manual ou uma fórmula, mas sim um conjunto de informação focada em pressupostos psicológicos que quando aplicados na vida possam melhorar os nossos recursos, funcionamento e clareza de pensamento.
Remova os obstáculos mentais que estão travando o seu desenvolvimento
Quando enfrentamos algumas dificuldades na vida e isso nos vai conduzindo à frustração, desanimo e pessimismo, é natural que possamos desenvolver algumas crenças que quando enraizadas nos prejudicam ainda mais os problemas originais. Frases como:
- Eu não consigo fazer isso.
- Eu acabo sempre fazendo asneiras.
- Nada acontece do jeito que eu quero
- Não vale a pensa seguir os meus sonhos
- Eu tenho de castigar quem me prejudicou
- Todo o mundo me prejudica
- Eu não atinjo o que pretendo porque não tenho dinheiro
Podem existir muitos motivos que nos conduzem a este tipo de pensamentos. Você pode sentir como se o mundo estivesse contra si. E nesse estado mental tenha criado uma ideia pejorativa, deixando que essas ideias o guiem e moldem quem você é, como você se sente, e o que você faz. A sua vida pode estar a ser muito menos significativa, satisfatória, ou agradável do que gostaria. Quando as crenças negativas se impõem, a tendência é que, as emoções como medo, frustração, raiva ou tristeza se façam sentir mais do que deveriam. O seu pensamento pode ter vindo a ficar mais pessimista e como consequência os seus comportamentos comprometem o que você está tentando alcançar. Em resultado instala-se a negatividade e a sua perspectiva de futuro pode ser pouco esperançosa, ou sente que não tem as habilidades necessárias, ou que não é merecedor de ser bem sucedido. Seja o que for, o mais provável é que tenha sido você mesmo a construir os seus próprios obstáculos mentais. Está na hora de removê-los e tomar a vida nas suas mãos, diminuindo os seus condicionalismo mentais.
Reconhecer e aceitar as emoções negativas é uma vantagem para a vida
Usualmente rejeitamos as nossas emoções negativas. Numa primeira análise até poderíamos considerar lógico, mas se aprofundarmos o tema um pouco mais, podemos tentar perceber porque razão estamos preparados para sentir essas emoções desagradáveis. De um ponto de vista evolutivo, as emoções negativas fazem todo o sentido, elas alertam-nos para os perigos, para aquilo que não gostamos, para aquilo que perdemos, para aquilo que nos é desagradável. As emoções negativas fazem-se sentir como um incómodo, para mais facilmente serem notadas, para que possamos dirigir a nossa atenção para a possível causa dessas mesmas emoções. Ainda que desagradáveis, as emoções negativas são um processo que na grande maioria das vezes joga a nosso favor. Mas para que possamos tirar partido da manifestação incómoda das nossa emoções negativas, importa aceitá-las. Você não tem que gostar de estar a sentir-se mal, nada disso, mas pode aceitar a expressão das suas emoções como algo natural de acontecer. Todos estamos preparados geneticamente para sentir, não podemos não sentir.
Depois de reconhecer que as emoções negativas se estão a manifestar em você, perceba qual a razão para que isso possa estar a acontecer, e decida qual a melhor forma de lidar com aquilo que está a sentir. Tente perceber se deve reagir, por exemplo, ao fato de estar a sentir-se zangado porque alguém mentiu para você, reagindo de forma hostil, ou se é preferível mostrar à pessoa que não havia razões para mentir, e que na próxima vez pode ser sincera.
Mantenha-se otimista perante a adversidade
A adversidade é uma condição da vida. Algo tão simples como vencer a inércia, como vencer a força da gravidade para nos movimentarmos, por si só já pode ser considerado adversidade. Obviamente que damos isso como garantido, e quando nos referimos a adversidades na vida, pensamos sempre em obstáculos difíceis de ultrapassar, perdas, catástrofes, doenças, ou alguma limitação ou ausência de capacidade que possamos ter. Muitos de nós temos legitimidade para ficarmos abatidos com algumas adversidades que enfrentamos na vida, no entanto, não temos necessariamente que reagir com negativismo e pessimismo. Certamente que adotarmos uma atitude positiva, perspetivarmos caminhos para a solução ou minimização do problema é sempre mais benéfico do que nos deixarmos levar pelo estado abatido do momento e com isso piorarmos ainda mais o problema original.
Saber impulsionar a motivação
A nossa motivação estabelece uma forte relação com as nossas emoções. Se associarmos maioritariamente a motivação ao nosso estado emocional, provavelmente iremos deparar-nos, aqui e ali, com a perda da mesma. As emoções são voláteis, são impermanentes. E como tal, por vezes vamo-nos sentir abatidos, no fundo do poço, sem energia, sem vontade, tristes. Num destes estados, a motivação tende a diminuir, e com isso tudo aquilo que depende dela. Quando você sente motivação para as suas tarefas, para os seus desafios, atividades e responsabilidades, ótimo, as suas emoções positivas irão ajudar. Mas quando você não se sente motivado? Aí, as suas emoções irão prejudicá-lo. Nesses momentos, você tem de ser capaz de desapegar-se do seu estado emocional e impulsionar a sua motivação. Uma técnica eficaz é você focar-se no resultado que quer ver alcançado, e mesmo sem vontade, movimentar-se pela sua razão, pela experiência que tem e por aquilo que sabe. A motivação pode ser muito mais uma ideia, um conceito que você tem acerca de você mesmo, daquilo que você quer fazer, daquilo que é significativo para si, e do estado que tem que promover, do que necessariamente um rasgo de vontade e energia para fazer algo.
Para aprofundar o assunto, leia:Como impulsionar a motivação rapidamente?
Seja mestre de você mesmo desenvolvendo autoconhecimento
Enquanto seres humanos considero que nós somos um construto de várias “valências” que nos definem enquanto indivíduos. Somos compostos das nossas aprendizagens, dos nossos sucessos, conquistas, sonhos, objetivos, crenças, mas igualmente pelas nossas frustrações, impulsos, perdas, fracassos, desilusões. Tudo isso, por vezes expressa-se em nós, umas vezes sobre a nossa autoridade e outras de forma automática, sem estarmos cientes. Por exemplo, sem percebermos que é a nossa frustração que está a tomar as rédeas das nossas ações. Se essas ações são intempestivas e excessivamente reativas, o mais certo é que nos conduzam a algo que não nos beneficia. Neste sentido, é importante tomarmos conhecimento acerca daquilo que nos constitui, daquilo que nos caracteriza. Temos de perceber que tipo de padrão de pensamento e comportamento mais se expressa em nós, e em que situações. Após este exercício de autoconhecimento, você fica mais capaz de pode construir uma resposta ou um curso de ação de acordo com o resultado que você pretende atingir. Ou seja, agir, pensar de forma deliberada e em consciência. sabendo orientar a si mesmo de acordo com os seus valores e significado de vida. Evitando arrependimentos futuros ou entrar num ciclo de desculpas insalubres.
Supere a sua dor emocional
Se acha que carrega algumas feridas emocionais que recorrentemente afetam negativamente a sua vida, certamente beneficiará muito em curar essas feridas e superar a sua dor emocional. Rancor, azedume, irritabilidade, desdém, frustração, mau-humor, respostas reativas, afastamento social, são algumas das coisas que pode estar a viver devido à sua carga emocional. Todos estes estados ou emoções tendencialmente prejudicam a vida, fazem de nós pessoas amarguradas, por vezes leva-nos a desempenharmos um papel de vítima ou de miserabilismo. Não tem de ser assim. Muito pode ser feito.
Não evite os seus problemas, ao invés, enfrente-os
Inevitavelmente quando estamos com problemas na vida, em reação a ansiedade faz-se sentir. Se nos deixarmos levar pelos sintomas negativos da ansiedade podemos ter impulso para nos afastarmos da resolução do problema, pelo incómodo gerado. A ansiedade pode ser avassaladora ao ponto de se tronar mais incapacitante do que a própria preocupação associada ao problema que se enfrenta. A prioridade pode passar a ser evitar os sintomas negativos da ansiedade e relegar para segundo plano a construção de ações que solucionem a situação que se atravessa. Perante esta atitude, a pessoa vê o seu problema original a aumentar e com isso a ansiedade aumenta também. Entra-se num ciclo de negatividade que vai retirando capacidade de ação à pessoa. Se você se encontra numa situação semelhante à descrita, não se paralise no problema, faça algo. Por muito difícil e incómodo que possa parecer-lhe, evitar o problema só piora a situação. Procure apoio, avance pouco a pouco, mas faça algo.
Supere o seu medo, conquiste os seus sonhos
O medo é um emoção muito forte, que se faz sentir intensamente no organismo. Se nos focarmos demasiado no medo, principalmente o medo irracional e construído em falsos pressupostos, ou seja, em ideias criadas por nós baseadas emdistorções do pensamento. Usualmente o medo leva à paralisação da ação. É um sabotador de sonhos e objetivos. Como expliquei anteriormente relativamente às emoções negativas, o medo enquanto emoção é informação em forma de sensações incómodas que faz disparar um padrão mental de pensamento negativo, que nos pode conduzir ao lado mais sombrio da nossa vida. Importa perceber até que ponto o medo que estamos a sentir, não é um medo real, não é um medo acerca de algo que coloca a nossa vida física em risco. O medo pode ser subjetivo, como o medo de perder o emprego, não passar no exame ou perder um relacionamento. Se avalia que o medo que sente é essencialmente criado por você mesmo, por algum insegurança ou exacerbação de pensamentos, o primeiro passo é desapegar-se das sensações incómodas. Não deve deixar orientar-se por aquilo que sente no momento, mas sim por um processo de raciocínio lógico em que possa construir um planejamento para lidar de forma eficaz com os gatilhos do seu medo infundado.
Desapegue-se do seu passado castrador
Se a sua vida tem vindo a deixar-lhe marcas, se você está ressentido com alguns acontecimentos do passado e, maioritariamente movimenta-se à sombra do que lhe aconteceu, esse pode ser um fardo que o prejudica. Invista algum do seu tempo tentado perceber que situações o mantêm preso no passado e se vale a pensa continuar ancorado a esses acontecimento. Certamente muitas coisas boas permanecem na sua vida e outras tantas podem vir a acontecer. E se você perspetivar um futuro, fazendo coisas que aumentem a probabilidade de atingir o que sonha alcançar, está a trilhar o caminho pelas suas mãos. Mas se ficar agarrado ao passado, vivendo o que não desejava ter vivido, nesse estado os seus recursos podem ficar diminuídos.
Melhore o seu humor
Por vezes as vicissitudes da vida manda-nos abaixo, endurecem-nos a pele, enrijecem-nos as emoções e caminhamos com um olhar acinzentado sobre a vida. Isto nada de bom nos trás. Pelo contrário, coloca-nos em estados deprimidos, e por vezes entorpecidos. Por esta razão você deve esforçar-se por melhorar o seu humor. Não fique à espera que algo aconteça para que ele melhor. Nada disso, pegue a sua vida nas suas mãos e faças coisas a seu favor.
Mude o que tiver que mudar utilizando a consciência
Tenho vindo a explicar que as nossas emoções são voláteis, não são estáveis e por consequência influenciam o nosso pensamento e comportamento. Também abordei a questão das feridas do passado e dos acontecimentos penosos e desagradáveis que nos condicionam. É um fato que o medo pode interferir negativamente na nossa vida, fazendo com que evitemos muitas das coisas que tememos, mas que necessitamos de enfrentar ou ver realizadas. Por tudo isto, percebemos que existem muitos fatores que “comandam” a nossa vida, sem estarmos cientes disso. Por essa razão é necessário trabalharmos afincadamente no desenvolvimento pessoal, no conhecermos a nós mesmos, para que possamos em consciência trilhar o caminho da nossa vida, o mais libertos possível de todos os obstáculos que vamos acumulando.
sábado, 16 de novembro de 2013
Pirâmide de Maslow
A hierarquia
de necessidades de Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow,
é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível
mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.
Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a
sua auto-realização.
Maslow
define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide.
- necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
- necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
- necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
- necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
- necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: "What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!" (Tradução: "O que os humanos podem ser, eles devem ser: Eles devem ser verdadeiros com a sua própria natureza).
É neste
último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser
coerente com aquilo que é na realidade "... temos de ser tudo o que somos
capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais".
Críticas
Embora a
teoria de Maslow tenha sido considerada uma melhoria em face das anteriores
teorias da personalidade e da motivação, ela tem seus detratores. A principal
delas é que é possível uma pessoa estar auto-realizada, e não conseguir,
contudo, uma total satisfação de suas necessidade fisiológicas.Maslow ajudou
muito a enfermagem.
Em sua
extensa revisão das pesquisas que são dependentes da teoria de Maslow, Wahba e Bridgewell acharam pouca evidência desta
hierarquia de necessidades, ou mesmo da existência de alguma hierarquia.
A
pirâmide de Maslow mostra que para chegar no todo é
necessário passar pelas partes, mas também é visto que, há indivíduos que
chegam a auto-realizar-se sem passar por todas as etapas da pirâmide. Como
também há indivíduos que estão realizados mas que sentem que ainda falta algo
ou alguma coisa. O que não quer dizer que ele não passou por todas etapas ou
mesmo passou, só que a personalidade, a motivação e o meio social de cada um
influência na auto-realização que quando não é conseguida gera a frustração.
Teoria Geral da Administração - Chiavenato
Assinar:
Postagens (Atom)